Farfonha na Inglaterra
Os distúrbios que abalaram neste final de semana os subúrbios de Londres prosseguiram na madrugada desta terça-feira, com confrontos também nas cidades de Birmingham (centro), Liverpool (noroeste) e Bristol (sudoeste). Este é o terceiro dia consecutivo de atos de violência e saques perpetrados por grupos de jovens que entraram em conflito com a polícia.
Vários prédiospegavam fogo em Croydon, Peckham e Lewisham, no sul de Londres, e grupos de saqueadores agiam nas ruas de Hackney (leste), Clapham (sul), Camden (norte) e Ealing (oeste). No conhecido restaurante "Ledbury", no bairro de Notting Hill, assaltantes roubaram celulares de clientes e levaram o dinheiro da caixa registradora.
Na cidade de Birmingham, a polícia deteve 87 jovens que saqueavam lojas. Uma delegacia local estava em chamas.
Em Liverpool, a polícia enfrentou os manifestantes, que queimaram vários carros. "Não vamos tolerar qualquer violência nas ruas de Liverpool, e já adotamos medidas rápidas e firmes para enfrentar isto", disse o oficial da polícia Andy Ward.
Vários prédios
Na cidade de Birmingham, a polícia deteve 87 jovens que saqueavam lojas. Uma delegacia local estava em chamas.
Em Liverpool, a polícia enfrentou os manifestantes, que queimaram vários carros. "Não vamos tolerar qualquer violência nas ruas de Liverpool, e já adotamos medidas rápidas e firmes para enfrentar isto", disse o oficial da polícia Andy Ward.
Leia também: violência em Londres atinge bairros de alta criminalidade
A Scotland Yard anunciou a mobilização de mais 1.700 agentes para enfrentar os piores distúrbios na capital britânica em anos.
A polícia britânica informou que 334 pessoas foram detidas desde o início dos distúrbios, no sábado. Deste total, 69 foram acusadas pelos incidentes ocorridos na capital. Os incidentes do final de semana deixaram 35 policiais feridos.
A Scotland Yard anunciou a mobilização de mais 1.700 agentes para enfrentar os piores distúrbios na capital britânica em anos.
A polícia britânica informou que 334 pessoas foram detidas desde o início dos distúrbios, no sábado. Deste total, 69 foram acusadas pelos incidentes ocorridos na capital. Os incidentes do final de semana deixaram 35 policiais feridos.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, que estava de férias na Itália, decidiu voltar ao país e nesta terça realizará uma reunião com os serviços de emergência, informou seu gabinete.
A polícia atribuiu a velocidade com que os protestos se espalharam à incitação à violência feita por meio da rede social Twitter e celulares BlackBerry. Em particular, chamou atenção o programa BlackBerry Messenger (BBM), muito popular entre os jovens da Grã-Bretanha, que permite enviar mensagens gratuitas e facilita a rápida difusão da informação. Ao contrário do Twitter e Facebook, as mensagens enviadas através deste aplicativo são codificadas, o que dificulta o trabalho de rastreamento da Polícia.
A companhia Research in Motion (RIM), fabricante do BlackBerry, publicou nesta segunda-feira uma mensagem através da sua conta do Twitter na Grã-Bretanha no qual assegura que está em contato com as autoridades para dar a "assistência" necessária.
As manifestações foram iniciadas na noite de sábado perto de uma delegacia na zona norte para exigir justiça depois que Mark Duggan, de 29 anos, morreu em um táxi por causa de disparos da polícia, em um incidente investigado por uma comissão independente. Porém, para o governo britânico, a situação fugiu do controle e não tem mais a ver com justiça, e sim oportunismo.

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